Ex-alunos do curso falam de DI na Rede Minas. Veja a entrevista abaixo.
Muito bacana. Legal para mostrar a importância e popularizar o UCD.
Ex-alunos do curso falam de DI na Rede Minas. Veja a entrevista abaixo.
Muito bacana. Legal para mostrar a importância e popularizar o UCD.
Evento interessante e recomendado, que terá algumas coisas interessantes, principalmente esse tópico: ” Psicologia aplicada à Informática: inteligência artificial, redes neurais, visão computacional, modelos cognitivos. Dica do Marcos Machado.
No dia 24, do mês passado, estava ouvindo o programa Conexão Europa (diariamente, às 10:30 e 17:30), da Guarani FM, comentando sobre um supermercado da alemanha, pertencente à rede Real Future Store, que está testando novas tecnologias para o setor.
“We like attractive things because of the way they make us feel. Emotions drive our decisions. Emotions reflect our personal experiences, associations, and memories.” D. Norman
Objetos kitshs são os objetos que apoiam nossa memória. Norman nomeia de “Artefatos Emocionais”.
Curiosamente, outro dia lendo um livro de Milan Kundera, A Insultentável Leveza do Ser, entendi o kitsch em um contexto um tanto particular. Milan kundera diz: “Antes de sermos esquecidos,seremos transformados em kitsch. O kitsch é a estação intermediária entre o ser e o esquecimento.” Diz ainda que além de objetos, existem pessoas, acontecimentos, lugares kitschs…
Ele vai “a fundo” na definição de kitsh, exemplificando em diversos contextos… Bom, filosofia a parte, o fato é que resolvi, inspirada pelo kitsh, descobrir os meus “artefato emocionais” do dia a dia.
Album de fotos antigas com figura recortada e colada a mão pela mãe.
foto antiga em album de papel
ímans de geladeira: Souvenirs, lembrança de batizado e “vaquinha”
porta-retrato: namorados e apetrechos (da minha irmã)
Mais Souvenirs…
Agenda de telefones antiga, presente de dia das mães. Apesar de sem uso, resiste ao tempo.
E por aí? qual o seu objeto kitsch?
These are my links for July 30th through July 31st:
Boa notícia para a internet, o que na verdade é apenas uma confirmação formal para muitos:
Estudos indicam que a internet tem 2 vezes mais impacto no comportamento dos usuários que a TV e 8 vezes mais que mídia impressa. O estudo mostra que os consumidores estão mais propensos a procurar e consequentemente confiar nas críticas e sugestões online que em Tv ou mídia impressa. Eles preferem ir nas mídias sociais procurar por avaliações e ranqueamentos feito por outros consumidores para obter informações sobre os produtos, mesmo que a compra seja feita na loja e não online. (Leia a pesquisa inteira aqui)
Me lembrei de um trabalho acadêmico que fizemos sobre estudo do Gênius (aquele brinquedo da década de 80) em que fizemos um cenário de como seria o processo de compra de um produto como o Gênius. Os cenários ilustram bem esta pesquisa. Fizemos cenários com 4 pessoas diferentes e já foi possível perceber padrões bem claros de comportamento e fatores que afetariam a compra. Confiram:
Cenário 1
Primeiramente, eu faria uma busca na internet para ver se o Genius está me agradando, como o antigo, ou se sofreu muitas alterações. Pesquisaria preço e prazo de entrega, se houver venda pela internet. Caso o preço seja razoável, iria a uma loja de brinquedos e pediria para manuseá-lo. Se satisfesito, perguntaria preço e condições de pagamento. Tentaria fazer com que o preço fique igual ou mais barato do que na internet (com frete) e dividiria em até 3 vezes, se não houver juros e não tiver desconto à vista. A loja escolhida para ver o produto seria uma que não esteja no centro da cidade e que possua facilidade para estacionar
Cenário 2
Entraria em alguma loja virtual (tipo mercado livre), procuraria o produto para consultar preços e saber mais sobre o produto o que ele tem de novo, verificar novas funções, visual, procurar por comentários… Um outro dia, iria a uma loja ver o produto (em algum shopping, porque é mais fácil de comparar lojas). Eu só compraria se ele tivesse melhorias das funções não me agradaria um novo visual.
Cenário 3
Suponhamos que eu tenha interesse em comprar um Genius.
Onde buscar informações do produto? Uma busca na internet seria uma ótima primeira opção. Lá, eu teria acesso a informações sobre o produto (fotos, descrição, valor, comparação da versão nova com a antiga, formas de pagamento), tudo isso dentro de um site de vendas como Americanas.com ou outro do gênero. Ou ainda, no Mercado Livre, teria além dessas opções, ainda teria a oportunidade de analisar comentários feitos pelos possíveis compradores a respeito do Genius. Caso aumente o interesse em adquirir o produto, iria até uma loja conhecer o produto pessoalmente. Para isso, abordaria um vendedor e pediria para mostrar o produto. Diante disso, analisaria o objeto através de suas funções, qualidade, peso, inovações em relação ao antigo. Interessado em comprar, perguntaria valor. Caso interessado, perguntaria as possíveis formas de pagamento. Diante a identificação dos valores, valeria comparar preços com sites de vendas na internet e também mais alguma outra loja off-line. Decidiria pela compra levando em consideração o preço, analisaria também as formas de entrega. Desejando comprar pela internet à vista ou à prazo no cartão de crédito, optaria pela melhor forma, incluindo descontos e taxas de entrega. Ou, na loja, decidindo pagar à vista, pediria desconto. Caso optaria em pagar parcelado, analisaria menores juros. Depois, finalmente, optaria pela forma como quero receber o produto. Na loja, retiraria na hora ou pediria para entregar na minha casa. Na internet, escolheria em receber via Sedex ou encomenda normal e analisaria o tempo de cada formato de entrega. Enfim, finalizava a compra!
Cenário é uma técnica de pesquisa que ajuda a identificar padrões de comportamento, fatores que influenciam as ações, restrições, ambiente de uso, stakeholders, tarefas envolvidas no processo etc. São narrativas informais descritivas. É um técnica, que como qualquer outra, deve ser combinada com outras, como observação em campo, por exemplo, uma vez que não refletem as situações reais.
As pessoas modificam o ambiente e os objetos onde vivem seja para facilitar a própria vida, para adaptá-lo a um estilo de vida, para personalizá-lo, etc. Passeando um dia desses, me deparei com esta máquina. A máquina (fotografada e postada a seguir), mesmo que inativa, é prova dessas modificações inusitadas, engraçadas, bizarras, para alguns, úteis (?) para outros…
A verdade é que, aleatoriamente, me lembrei de vários conceitos de usabilidade, interação, algumas heurísticas e princípios de design de interação e saí “colando por aí”…
Alguns trechos do livro “Researching the children`s Experience” sobre aspectos particulares sobre pesquisa com crianças. Muito bom o livro tem diversos exemplos práticos de pesquisas.
Quando se fala em experiência, é importante enfatizar as limitações que o termo sugere. A natureza de qualquer experiência (seja ela da criança ou de um adulto) será sempre, em partes, inacessível ao sujeito externo, o que deve ser a premissa principal para qualquer pesquisador. O que é passível de ser feito, é acessar a interpretação do mundo pela criança pelas ações e reações. Um dos desafios principais deste tipo de pesquisa é o como diagnosticar estas interpretações. Pesquisadores da experiência devem, portanto estar conscientes dos limites e especificidades que este tipo de pesquisa implica:
Entre essas limitações, destaco as seguintes (algumas parecem óbvias, mas vale reforçar):
• Nem sempre as pessoas (crianças e adultos) tem acesso completo aos seus sentimentos e motivações o tempo todo, boa parte é esquecida pela consciência;
• As pessoas normalmente respondem às pesquisas de forma tendênciosa, por exemplo, expressando opiniões que refletem o modo como gostariam de ser vista (aceitas socialmente), e não o que são e pensam realmente;
• Diferenças podem ser claramente encontradas na forma como os pais interpretam as experiências dos filhos e como os próprios filhos as interpretam;
• Não existe nenhuma técnica 100% eficiente que nos diga como as crianças realmente experienciam, somente temos acesso ao entendimento da experiência das crianças pelo modo como elas a processam, mentalmente, fisicamente e comportalmente;
• É preciso levar em consideração que, nós, como adultos, acrescentamos uma camada extra a interpretação da experência que está sendo estudada, é a camada da nossa própria interpretação dos sentimentos e atitudes, construídos principalmente pelas nossas próprias experiências de infância;
• O entendimento da experiência será sempre parcial e imperfeito;
• Crianças muito novas, não são capazes de compreender questões complexas e abstratas, é preciso portanto adaptar às perguntas de acordo com a faixa etária;
• Crianças podem dar respostas determinadas mais a agradar ao interlocutor ao invés de dizer a verdade;
• Quando as crianças não entendem a questão, elas podem tender a responder “não”
• É aconselhável evitar perguntas metafóricas;
• Pesquisadores devem estar cientes da relação de poder criança x adulto. É aconselhável que o pesquisador compartilhe deste poder com a criança, como por exemplo, deixando-a livre para escolher a hora e o lugar da entrevista;
• É importante que as crianças se vejam como parte da pesquisa e não objeto de estudo; é importante incluí-las no processo.
“…Quanto a aparência, não se difere muito da maioria dos hospitais brasileiros, as paredes possuem cores claras, verde claro e branco. O odor é “característico de hospitais” devido ao uso de produtos de assepsia e há bastante movimentação, barulhos e ruídos, o que é possível perceber no vídeo produzido. O local é bem iluminado…As criançås passam a maior parte do tempo dormindo…”
(…)
“As máquinas da hemodiálise (o diálisador) são novas. Do ponto de vista do “visitante”, o aspecto não é muito agradável, principalmente para quem não está acostumado ao ambiente do hospital, porque o sangue que está sendo “filtrado” passa por tubinhos transparentes que transpassam externamente pela máquina e fica “a vista” das pessoas.
No entanto, um fato curioso e inusitado é que um dos pacientes (uma senhora de aproximadamente 60 anos) comentou durante a visita: “eu gosto destas máquinas” “eu prefiro esta (a máquina mais antiga) do que a outra ( a nova)” Quando perguntei porquê, elas respondeu: “Já estou acostumada, eu gosto dela”. Percebo a distância que existe entre o que vejo e sinto da percepção deles. O paciente desenvolve uma “certa” relação emocional com aquele objeto (a máquina) e afetiva, uma vez que ela (a máquina) é quase que uma “extensão” do próprio corpo e está fazendo o papel do rim “doente” do paciente. Não só com a máquina, com todo o ambiente.”
(Trecho de um relatório de pesquisa em campo feita um hospital de Belo Horizonte)
Como lidar com as questões emocionais em projetos de design.